Zé ramalho e a adaptação do mito na música “Filhos de Ícaro”

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Dando sequência aos textos sobre música e recepção da antiguidade, hoje traremos a figura do cantor Zé Ramalho e seu uso dos mitos antigos nas canções.

Dos diversos atributos que a mídia confere ao revolucionário cantor e compositor paraibano Zé Ramalho, recebem maior destaque seus aspectos místicos e visionários, que bradam um discurso de resistência a norma e ao “verdadeiro” estabelecidos pela parte dominante da sociedade. Na elaboração de suas canções, o autor mistura sons que vêm do Rock com métricas e melodias próprias do sertão, ao mesmo tempo, cria estruturas que transmitem um sentimento de anunciação aos ouvintes. Em sua identidade poética, o cantor também utiliza de referências a antiguidade clássica em diversas de suas músicas. Se aproveitando principalmente dos mitos gregos, produziu sentidos atuais para os contos lendários a partir da elaboração de alegorias e comparações.

Acentuando sua face visionária de mensagens apocalípticas, anúncios de liberdade e visões de futuro, Zé Ramalho se engaja politicamente mais uma vez ao lançar seu terceiro álbum em 1981, “A Terceira Lâmina”. Como fala Petrônio Fernandes Beltrão, “a profecia agonizante de um devir de liberdade ante a situação social do Brasil na época da ditadura militar”. (BELTRÃO, 2012). Das faixas desse álbum, a canção “Filhos de Ícaro”, que já em seu título traz consigo o mundo antigo, é uma crítica incisiva não somente ao regime, como também à alienação e acomodação da população brasileira diante da situação do período.

No conhecido mito, Ícaro e seu pai, Dédalo, acabaram aprisionados no labirinto que eles mesmo haviam construído na ilha de Creta para recluir o Minotauro. Na tentativa de fuga, os dois elaboraram asas feitas de cera para que pudessem voar para fora das paredes do labirinto. Entretanto, Ícaro, ignorando os conselhos do pai para não voar muito perto do Sol, se aproximou do astro que, com o calor, derreteu suas asas e acabou por matar Ícaro ao derrubá-lo no mar.

Zé Ramalho, na música citada, canta os seguintes versos:

“As alturas merecem todas as asas
Homens de plumas
Antes do sol derreter
As unhas desse meu pássaro”

Em sua crítica ao povo por sua neutralidade em relação a ditadura, Zé Ramalho faz uma alegoria do povo como Ícaro e do regime militar como o Sol. O cantor pede para que “façam coisas pela liberdade” sem se deixarem levar pelos ideais do regime que atraíam parte da população. Caso contrário, assim como Ícaro caiu no mar ao tentar admirar o Sol de perto, os cidadãos poderiam acabar “caindo” no discurso da ditadura se decidissem por aceitá-la de forma neutra.

Se pensarmos os poetas gregos da antiguidade como transmissores de uma memória coletiva através da tradição literária cantada, podemos pensar também no sujeito-cantor Zé Ramalho como um escritor que, transcrevendo o mito antigo para seu mundo atual, performa suas mensagens em nome de causas sociais e atribui novos sentidos a essa esfera da história clássica. Dessa forma, ao adaptar o mito, Zé Ramalho acaba por criar uma releitura da antiguidade em seu cenário contemporâneo.

Link da música

Bibliografia consultada

BELTRÃO, P. F. A Insurgência, o Visionarismo e a Nordestinidade como marcas identitárias do Sujeito-Poeta-Cantor Zé Ramalho. 2012. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal da Paraíba.

VERNANT, Jean-Pierre, 1914. Mito e religião na Grécia antiga. Trad. Joana Angelica D’avila Melo. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

  • Guilherme Bohn dos Santos

Pão e Circo no Brasil: “Tropicália ou Panis et Circencis”

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Olá pessoal! O texto de hoje, conforme apresentado semana passada, trabalhará Recepção e Música. Para dar início às nossas análises, trazemos aqui a música “Panis et Circencis” interpretada por Os Mutantes no disco de nome “Tropicália ou Panis et Circencis”, lançado no ano de 1968. “Tropicália ou Panis et Circencis” é considerado o marco do Tropicalismo no Brasil, sendo o manifesto musical do movimento. Desse álbum participaram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé, Capinam, Torquato Neto e Rogério Duprat.

Conforme descreveu Caetano Veloso, o movimento cultural intitulado de Tropicália objetivava romper com a música popular brasileira e buscava dar origem a “algo diferente de tudo”. Isto é, os tropicalistas eram considerados contraculturais e combinaram manifestações da cultura brasileira com tendências estrangeiras, criando músicas a partir de uma mistura de baião, caipira, pop, rock dentre outros estilos. Ainda, os tropicalistas se caracterizavam pelo excesso, usavam roupas coloridas, cabelos compridos e, a partir da violência estética, protestavam contra a música brasileira bem comportada. Segundo discutem Gonçalves e Silva (2018, p.  238), “a Tropicália surgiu em uma época bastante agitada, trazendo como objetivos ampliar os horizontes, fossem esses políticos, comportamentais, sociais, sexuais ou artísticos. Partindo de uma juventude que se opunha à falta de liberdade, especialmente infligida no Brasil com o golpe militar de 1964 e o recrudescimento da ditadura em 1968”. 

O disco-manifesto tropicalista tem em seu nome a referência a famosa frase da Roma Antiga “panem et circenses”, em português, “pão e circo”. A noção de “Pão e Circo” passou no século XIX, a partir do trabalho de historiadores como Friedländer e Mommsen, a explicar um suposto ócio e alienação da plebe romana. Nesse sentido, afirmar que alguma situação se assemelha ou é um “pão e circo” tornou-se uma crítica não apenas aos romanos, mas também foi repensada em diversas outras situações contemporâneas, como no caso da música Panis et Circencis. 

“Panem et circenses” vêm da Sátira X de Juvenal e conforme discute a Profa. Dra. Renata Garraffoni (2004, p. 80), a máxima de Juvenal, se descolada de seu contexto, “nos remete à tentadora possibilidade de interpretar os romanos como desinteressados pelos acontecimentos políticos a sua volta e amante dos prazeres de fácil acesso. No entanto, se recorremos a Sátira X percebemos uma situação muito distinta: nesta sátira Juvenal elabora uma dura crítica àqueles que vão ao templo pedir aos deuses riqueza, glória, beleza e juventude”. Ou seja, o entendimento da noção de “Pão e Circo” foi repensado na historiografia mais recente, e a partir de trabalhos como o de Garraffoni, percebemos que a crítica de Juvenal não volta-se ao ócio e a alienação, mas sim àqueles que faziam pedidos fúteis aos deuses, bem como os romanos que viviam em excessos.

A pergunta que fica, assim, após desconstruir tal noção pautada no século XIX, é: por que essa remetia-se e ainda, para alguns, remete-se ao ócio e alienação? Para entender essa concepção, é preciso compreender o contexto de sua formação, a qual partiu de uma ótica burguesa para criticar os que não trabalhavam e se faziam contrários à ordem capitalista. Viver de Pão e Circo, no caso, no ócio e na suposta alienação, seria caminhar na contramão dos anseios burgueses.

Voltando ao álbum e mais especificamente a música tropicalista intitulada “Panis et Circencis”, percebemos que os artistas direcionaram diversas críticas ao seu momento histórico, como também à alienação, justamente da burguesia. O álbum-manifesto conta com diversas músicas, com diversas temáticas, como Lindonéia, interpretada por Nara Leão, em que se trabalha a história de uma suburbana desaparecida; Parque Industrial, uma forma de satirizar o patriotismo o desenvolvimento da industrialização no país; e Baby, que se constitui enquanto crítica ao consumismo e a cultura de massa. 

Panis et Circencis, por sua vez, é uma crítica a família burguesa e sua organização familiar. A música busca a liberdade dos moldes conservadores e da ditadura militar. Conforme afirmou Paulo Gaudêncio (TROPICÁLIA, 2012) em 1968, antes de pedir para Os Mutantes cantarem a música, “O jovem quer ser adulto, o que o jovem não quer é ser como o adulto que ele tem diante dele: um adulto quadrado, chato, que não sabe viver, moralista, um adulto realmente nada atraente”. Assim, ao vincular o nome da canção à noção de Pão e Circo, proferir “As pessoas na sala de jantar, são ocupadas em nascer e morrer” e repetir insistentemente “Essas pessoas na sala de jantar” melodicamente, Os Mutantes – e os tropicalistas – expressaram o que para eles seria  Pão e Circo, a alienação para com a qual buscavam romper. 

Interpretação da Música em 1969 por Os Mutantes


Música Remasterizada do álbum “Tropicália ou Panis et Circencis”

Referências

GARRAFFONI, Renata Senna. Técnica e destreza nas arenas romanas: uma leitura da gladiatura no apogeu do Império. 2004. 269 f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004.

Podcast Diálogos Olimpianos. 45. A Expressão Pão e Circo. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/6Q1fIO2IGC9Gy52PjKWTdY?si=Eg-gdLcGQ5K9DC2ZxEKcdA&nd=1. Acesso em 10. out. 2021.

SILVA, Bruno Sanches Mariante; GONÇALVES, Jessica Yohana. Contracultura e transgressão: uma análise do álbum “tropicalia ou panis et circencis”(1968). CLIO: Revista de Pesquisa Histórica, v. 36, n. 1, p. 234-254, 2018.

Tropicália. Direção de Marcelo Machado. São Paulo: BossaNovaFilms e Record Entretenimento, 2012 (82 min).

  • Barbara Fonseca

Live: Tradizer, Transcantar: Poesia Antiga no Presente

Boa tarde, pessoal! Esperamos que estejam bem!

Nós estamos preparando um evento super interessante para a próxima semana! É com muita alegria que recebemos Guilherme Gontijo Flores e Rodrigo Tadeu Gonçalves para a palestra “Tradizer, Transcantar: Poesia Antiga no Presente”, que acontecerá no dia 19/10, às 19h! Estão todas/os convidadas/os!

O formulário de inscrições pode ser acessado por esse link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfpZiP3fRDnDZyd2H18t3oclsw0gJ79Z_1G_N8ZQtKumHxJgw/viewform?usp=sf_link

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A Recepção da Antiguidade na Música

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Olá, pessoal! Estamos preparando as próximas publicações a partir de um novo eixo temático, a recepção da Antiguidade na Música. Dentro deste eixo, escolhemos alguns temas específicos: os usos de espaços da Antiguidade como palco para performances musicais contemporâneas; músicas que pensam a Antiguidade como temática principal; músicas que utilizam a Antiguidade de maneira mais pontual, ou seja, produzindo alusões contemporâneas a partir do que se entende sobre a Antiguidade.

A música era considerada uma das musas durante a Antiguidade. Seu nome, Euterpe, significa deleite, o que já demonstra a relação próxima entre a Música, os sentidos humanos e o prazer. Ao longo da História, a Música ocupou diferentes espaços nas mais diversas sociedades, e nas últimas décadas podemos observar o papel que esta arte ocupa em demonstrar problemas sociais, englobar identidades e, acima de tudo, divertir as pessoas. A relação entre as obras da Antiguidade e a Música não é algo novo, visto que óperas dos séculos XVIII e XIX vão se embasar em obras mitológicas sobre o período antigo. Este tipo de produção musical recupera a Antiguidade exatamente como uma continuidade da tradição clássica, algo comum no período de formação dos Estados Nacionais europeus e na construção de identidades. Entretanto, nosso foco será nas percepções da Antiguidade em músicas na contemporaneidade, ressaltando o caráter popular das apropriações do passado antigo. Nesse sentido, algumas questões norteiam nossas escolhas dentro deste eixo temático: como e por qual motivo a recuperação da Antiguidade na música popular contemporânea ocorre, quais elementos são recuperados, qual a relevância do tema dentro de gêneros musicais específicos, e por que os espaços da Antiguidade são utilizados?

A retomada da Antiguidade na música, seja a partir de músicas e álbuns totalmente dedicados ao tema, seja em referências mais pontuais, demonstra a atualidade destas temáticas e sua permanência na contemporaneidade. Sua utilização pode ser analisada como algo comum ao imaginário popular das últimas décadas, e a um conhecimento pelo passado que cada vez mais é mediado – muitas músicas, como analisaremos, terão como base produções cinematográficas e não as fontes diretamente da Antiguidade. As músicas que tratarão do tema de maneira mais exaustiva, como aquelas pertencentes ao Heavy Metal e suas vertentes, também produzirão uma leitura da Antiguidade que relaciona uma estética do estilo a alguns temas recorrentes nos relatos mitológicos e históricos. 

Além disso, a utilização de um espaço antigo em performances contemporâneas – aqui podemos citar como exemplo mais conhecido o Live in Pompeii, do Pink Floyd – demonstra de maneira bastante expressiva a relação entre passado e presente que comumente discutimos nos estudos da recepção: a retomada de um espaço antigo é sinal de sua permanência (aqui, seja em um sentido estético ou acústico), mas também sua apropriação para algo novo, um novo tipo de experiência com a arte.

Acreditamos que este eixo pode auxiliar nas discussões sobre estas diferentes leituras que a música faz da Antiguidade, promovendo sempre esta última enquanto uma permanência interessante na contemporaneidade e mostrando esta conexão entre antigos e modernos. Esperamos que vocês gostem dos textos tanto quanto nós gostamos – e nos divertimos e conhecemos coisas novas – enquanto estávamos preparando-os. E um último informe: ainda nesse mês teremos uma live no YouTube, então fiquem ligados nas nossas redes sociais!

Referências:

FLETCHER, Kristopher F. B.; OSMAN, Umurhan. (Eds.). Classical Antiquity in Heavy Metal Music. London, New York: Bloomsbury Academic, 2019.

MOORMANN, Eric M. Pompeii’s Ashes: The Reception of the Cities Burned by the Vesuvius in Literature, Music and Drama. Berlin: De Gruyter, 2015.

  • Ingrid Cristini Kroich Frandji

Usos do Passado nas revistas do IHGB

Oi gente, no posto de hoje trazemos um breve resumo da dissertação de mestrado defendida pela integrante do grupo Mariana Fujikawa! Para acessar o trabalho na íntegra, é só clicar aqui.

MASCULINIDADES EM CONSTRUÇÃO: O IHGB, O PASSADO CLÁSSICO (1889-1930)

A identidade brasileira pode ser moldada por diversos aspectos: concepções de raça, de masculinidade, de nacionalidade. Construída por esses conceitos que, por sua vez, são fluídos e modificáveis. No período de 1889 até 1930, intelectuais do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro se dedicaram a construir uma noção do que deveria ser o homem e o cidadão brasileiro. Essa constituição era feita a partir de discursos, que se pretendiam neutros e verdadeiros. Ademais, um aspecto extremamente recorrente nessas falas era a apropriação de personagens do passado greco-romano.


Assim, ainda que temporalmente distantes, os membros do IHGB utilizavam a Antiguidade Clássica para colocar os modelos de masculinidade e identidade em sua contemporaneidade. Uma questão recorrente para essa construção era a morte: quando intelectuais do Instituto faleciam, havia uma ode a eles, e nesses discursos fúnebres, suas personalidades eram comparadas com a de filósofos, pensadores gregos e romanos. Ao retomarem a intelectualidade da Antiguidade, os membros exaltavam aspectos que eram importantes para seu presente: a noção de um homem que prezava a razão, as letras.


Ainda que o cidadão e homem ideal possuísse como seu âmago a intelectualidade, os membros do Instituto valorizavam também a noção de violência, de guerra, desde que essa fosse defensiva, e visasse preservar as noções de liberdade que possuíam. Assim, a força nunca seria algo ligada com o descontrole, as emoções. Dessa forma, trabalhando com as noções de guerra, violência e de racionalidade, neutralidade, os sócios do IHGB reforçavam que o papel do homem era pertencer ao mundo público. As mulheres, por sua vez, pertenceriam no mundo privado, como aquelas que são descontroladas, levadas por suas emoções. Enquanto que ao homem a cidadania era inerente, para as mulheres o natural seria a maternidade, a casa, o lar.


Ao afirmarem esses posicionamentos de defesa de uma masculinidade racional, batalhadora, pertencente ao mundo público, os intelectuais do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro retomaram o passado clássico, mas não ele em sua totalidade, de uma maneira neutra e verdadeira. Eles optaram por trazer do passado aquilo que desejavam, que corroboraria aquilo que eles defendiam: uma noção de cidadania que era excludente, que seria restrita a uma elite intelectual, masculina, branca. As mulheres, os negros, os indígenas, a população não economicamente favorecida ficaria, na noção desses membros, excluída da noção de cidadania, de mundo público.


Ao realizarem essa construção, então, do que era o masculino, do que era a identidade brasileira, os membros também moldavam o que eles desejavam para o futuro da nação. O passado, o presente e o futuro, assim, estão interconectados nessa construção discursiva. Ainda que essa análise, que gerou a dissertação intitulada “Recepção greco-romana no Rio de Janeiro: Masculinidades em construção (1889-1930)”, tenha focado no período da Primeira República, entendemos e afirmamos que ela possa colaborar para afirmar que as concepções que possuímos sobre o que é ser homem ou o que é ser brasileiro, são construídas historicamente, a partir de discursos. Dessa forma, não são naturais, permanentes, imutáveis. Se considerarmos esses aspectos como construção, podemos afirmar e antever modos menos estáticos e excludentes sobre a masculinidade, a identidade, o Brasil.

Antiga e Conexões Indica: Filmes do Cinema Épico

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Olá, pessoal! Esperamos que tenham gostado das dicas de filmes do cinema mudo, e que tenham conseguido assistir. No post de hoje preparamos mais algumas recomendações, mas desta vez incluímos alguns nomes do cinema épico. Esperamos que apreciem a seleção e tenham um bom momento assistindo aos filmes que retomam o passado greco-romano. Lembrando que nós do Antiga e Conexões produzimos uma coletânea de textos temáticos a respeito da recepção dos antigos no cinema.

Imagem: Pôster de Medea, 1969.

Medea, de Pier Paolo Pasolini (1969)

Sinopse: Dirigido por Paolo Pasolini, e estrelado por Maria Callas, o filme de 1969 retoma o mito de Medéia e Jasão retratando o roubo do velocino de ouro. A trama é cercada por dramas e acontecimentos épicos. Um bom filme para se distrair e entrar no mundo da mitologia através da ótica de Pasolini.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=3CVsrc7cu_o 

Messalina, de Vittorio Cottafavi (1960)

Sinopse: A trama se passa durante o século primeiro, após a morte de Calígula e da proclamação de Claudius como imperador, tendo então seu casamento arranjado com a jovem sedutora Messalina. Protagonizado por Belinda Lee, o enredo conta com mortes, vinganças e entre outros eventos dramáticos envolvendo a jovem.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=vKE9orT2Zsc

Imagem: Pôster de Messalina, 1960.
Imagem: Pôster de Cleopatra, 1963.

Cleopatra, de Joseph L. Mankiewicz (1963)

Sinopse: O drama é uma adaptação da obra de Carlo Maria Franzero, que conta a história da rainha Cleópatra, estrelado por Elizabeth Taylor e estreado em 1963, o filme americano ganhou grande notoriedade no período que foi lançado, sendo uma importante película do cinema épico americano.

Link para acessar o filme: https://ok.ru/video/947679463989

Os 300 de Esparta, de Rudolph Maté (1962)

Sinopse: O filme de 1962, trata da conhecida batalha das termópilas entre os gregos e os persas, a adaptação é estrelada por Richard Egan. Tal tema foi posteriormente adaptado por Zack Snyder em 2007, vale a pena conferir a película de 1962 e ver como tal tema foi adaptado em diferentes temporalidades.

Link para acessar o filme: https://ultracine.club/filme/os-300-de-esparta

Imagem: Pôster Os 300 de Esparta, 1962.
Imagem: Pôster do filme O Gigante da Maratona, 1959.

O Gigante de Maratona, de Jacques Tourneur  (1959)

Sinopse: A película de Jacques Tourneur conta a história do campeão Fidípides, que durante a primeira guerra médica defende Atenas na batalha de Maratona contra os invasores Persas. O filme é estrelado por Steve Reeves e foi lançado em 1959.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=wUxHcWEoX_A  

  • Renata Cristina Oliveira

Antiga e Conexões Indica: Filmes do Cinema Mudo

Imagem: Divulgação.

Olá, pessoal! Esperamos que estejam bem!

Hoje gostaríamos de compartilhar com vocês nossas indicações sobre cinema! Para a finalização do nosso projeto sobre os estudos de recepção nas produções cinematográficas, preparamos uma listinha de recomendações especiais de filmes mudos com o enredo ligado à Antiguidade greco-romana. Repletos de drama, aventura, romance ou comédia, esperamos que façam vocês se divertir e apreciar essas leituras visuais excepcionais sobre o mundo antigo. Um bom filme!

Cabiria, de Giovanni Pastrone (1914)

Sinopse: Produção cinematográfica italiana, foi dirigida por Giovanni Pastrone em 1914. Seu enredo tem como ponto principal os conflitos entre romanos e cartagineses, especialmente expressos ao longo da história de vida de Cabiria, menina romana capturada por fenícios. É, certamente, um dos clássicos do cinema mudo italiano.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=KN4YszmBpLk

Imagem: Pôster de Cabiria, 1914.

Imagem: Pôster de Quo Vadis?, 1913.

Quo Vadis?, de Enrico Guazzoni (1913)

Sinopse: Por muitos considerado como um dos primeiros longa-metragens da história do cinema, o filme italiano, de direção de Enrico Guazzoni, foi produzido no ano de 1913. Sua narrativa está voltada ao governo de Nero, destacando-se em sua perspectiva sobre as histórias de martírio cristãs. 

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=irmfIbMgJrk

L’Odissea, de Francesco Bertolini (1911)

Sinopse: Adaptação cinematográfica da Odisseia de Homero, a produção, dirigida por Bertolini, Padovan e De Liguoro em 1911, é igualmente um dos exemplos da indústria cinematográfica italiana. Vale ressaltar, também, que foi um dos títulos que competiram na feira mundial “Turin International”, comemorando o aniversário de unificação italiana.

Imagem: Enquadramento da abertura de L’Odissea, 1911.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=PRGfVOlVbLQ

Imagem: Pôster de Three Ages, 1923.

The Three Ages, de Buster Keaton (1923)

Sinopse: Comédia de Buster Keaton, foi produzida pelo cinema estadunidense em 1923. Apresenta comparações divertidas entre as formas de amar no mundo pré-histórico, romano e moderno, revelando uma comicidade interessante sobre os dramas amorosos comuns ao cinema.

Link para acessar o filme: https://www.youtube.com/watch?v=_namYNU0wvQ

Ben Hur, a Tale of the Christ, de Fred Niblo (1925)

Sinopse: Inspirado no romance homônimo de Wallace (1880), o filme foi produzido nos Estados Unidos sob a direção de Fred Niblo. Aliando elementos romanos e cristãos, conta a conhecida história de Ben-Hur, príncipe judeu traído por seu amigo romano, Messala. Um ótimo filme para compreender os primeiros passos do cinema épico!

Link para acessar o filme: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ben_Hur_A_Tale_of_the_Christ_(1925).webm

Imagem: Pôster de Ben-Hur, a Tale of the Christ, 1925.

  • Heloisa Motelewski

Cinema e Recepção – Coletânea de Textos Temáticos

Olá, pessoal! Esperamos que estejam bem!

Semana passada publicamos nosso primeiro material, referente aos primeiros meses de trabalho deste ano. Hoje, divulgamos seu segundo volume, no qual reunimos as produções vinculadas à temática da recepção nas produções cinematográficas. Com elas, e seguindo a proposta do primeiro volume, anexamos imagens e dicas de leitura para uma maior interatividade. Assim, procuramos poder propagar nossos trabalhos, alcançando novos espaços de discussão e de estudos. Esperamos que todas e todos apreciem essa leitura!

Para acessar o material: https://issuu.com/antigaeconexoes/docs/publica_o_antiga_e_conex_es_-_vol._ii

E como mencionamos em nossas redes, também estamos disponibilizando as duas coletâneas para download, em formato pdf. Para acessá-los, é só clicar nos links abaixo:

Volume I – Recepção na Obra de Giorgio De Chirico: https://drive.google.com/file/d/1_M4386e7SolF1nYHtiBgz0lERrA4yI2z/view?usp=sharing

Volume II – Cinema e Recepção: https://drive.google.com/file/d/1mHNBZ-dFZcjM7DaP_ecYz6Rt6j-2_9aJ/view?usp=sharing

Recepção na obra de Giorgio de Chirico – Coletânea de textos temáticos

Olá, pessoal!

Como havíamos anunciado na semana passada, preparamos um material para vocês com base nas pesquisas que nosso grupo de estudos desenvolveu durante o primeiro semestre de 2021. Neste primeiro volume da nossa coletânea temática, agrupamos os textos em que trabalhamos arte e vanguarda, centradas na obra do pintor italiano Giorgio de Chirico. Junto aos textos incluímos também dicas de leitura e imagens para que o conteúdo se torne mais interativo e didático.

Com essas coletâneas buscamos oferecer uma nova fonte de divulgação dos nossos estudos, que possa atingir novos públicos e ser utilizado para além de uma leitura informativa, bem como material de estudo. Esperamos que apreciem a leitura!
Para acessar o material: https://issuu.com/antigaeconexoes/docs/volume_i

História Antiga e Conexões com o Presente: Produções

Na imagem: May McAvoy como Esther no filme Ben-Hur (1925) e Giorgio De Chirico.

Olá, pessoal! Esperamos que estejam todos bem!

Com nossa última postagem, acabamos por finalizar o eixo de textos temáticos voltados para o Cinema e Recepção. Assim, estamos mais próximos de finalizar as nossas atividades do primeiro semestre de 2021, e para esse encerramento, estamos preparando um material super interessante!

Nele vamos reunir todas as nossas produções realizadas nesse primeiro período do ano, separadas segundo os temas de Recepção e Vanguarda e de Cinema e Recepção. Para isso, buscamos dar um caráter mais visual e dinâmico para os nossos textos, congregados em um material de estudo e divulgação que será publicado nos próximos dias. Então, fiquem atentos às nossas redes sociais e às nossas publicações, e não percam o lançamento!